Segunda a Sexta-feira
7h30 às 11h30 e 13h00 às 17h00
(46) 3542-1360 (46) 3542-1594
(46) 3542-1291 (46) 3542-1209
contato@prefeiturasio.pr.gov.br
Saúde Bucal da Gestante
10/02/2014 14h21
A gravidez acarreta uma série de mudanças na vida da mulher, havendo uma maior preocupação com o estado de saúde geral por parte da futura mamãe.

As diversas modificações decorrentes desta fase sejam elas de ordem psíquica, física, hormonal ou nutricional proporcionam o desenvolvimento de algumas condições desfavoráveis ao meio bucal.

Devemos lembra a importância dos cuidados com a saúde oral da gestante, bem como a sua íntima relação com as possíveis intercorrências durante esse período, como por exemplo, a ocorrência de parto prematuro em casos de doença periodontal severa, que tem como uma das principais características a mobilidade dentária.

Muitas gestantes devido ao receio de que a execução dos procedimentos pelo cirurgião-dentista venha a causar danos ao bebê, deixam de procurar o atendimento odontológico. Porém, há um período preferencial para o atendimento que é o segundo trimestre de gravidez, ou seja, do quarto ao sexto mês. Isso porque durante o primeiro trimestre ocorre o início da formação fetal. Nessa fase inicial há, também, uma maior tendência a ocorrência de náuseas e vômitos devido a um aumento excessivo da produção de saliva. Já, na fase correspondente ao terceiro trimestre, há o aumento da necessidade de urinar, maior probabilidade de desenvolver hipoglicemia, ou seja a baixa dos níveis de açucar, aumento de peso e, em decorrência do aumento do tamanho do útero gravídico, maior desconforto por parte da paciente quando colocada em posição supina, ou seja, deitada. No entanto, considerando-se que a presença de infecções na cavidade oral da gestante possa trazer maiores prejuízos ao bebê do que o próprio tratamento odontológico deve-se sempre buscar avaliar em cada caso o risco e o benefício do tratamento.

Várias são as alterações que ocorrem na cavidade oral das gestantes, e estas podem ser explicadas pelo desequilíbrio da atividade metabólica ocasionada pela elevação de taxas hormonais. Essas modificações que ocorrem no periodonto, que são os tecidos que dão sustentação aos dentes, durante a gravidez estão relacionadas a fatores como mudanças na dieta (maior consumo de carboidratos e maior frequência alimentar), alterações hormonais, presença de placa bacteriana e com o estado transitório da imunodepressão, que é quando ocorre a baixa das defesas do organismo.

Esse desequilíbrio, caso não seja acompanhado de cuidados especiais, pode causar uma descalcificação da estrutura dental, que leva á cárie, e explica a perda de cálcio conhecida popularmente.

Outra alteração frequente é a gengivite, que é a inflamação da gengiva e corresponde a complicação mais comum que pode ocorrer devido aos altos níveis do hormônio progesterona tornando a área mais sensível aos irritantes locais. A gengiva apresenta-se inflamada, com aspecto avermelhado, brilhante e liso, podendo haver sangramento.

Deve-se esclarecer que a gravidez não é responsável pelo aparecimento de cáries e nem pela perda de minerais dos dentes da mãe. Porém, as alterações de hábitos alimentares, o aumento da frequência das refeições, a maior exposição do esmalte aos ácidos do suco gástrico (proveniente de episódios de vômito), juntamente com descuido da higiene bucal, são fatores que contribuem para o surgimento da doença cárie.

A boa notícia é que a maioria das enfermidades gengivais que coincide com a gravidez pode ser tratada mediante a eliminação dos fatores locais, mantendo à higiene bucal cuidadosa e controle periódico pelo cirurgião-dentista, que deverá esclarecer dúvidas e motivar a prevenção da saúde bucal tanto na futura mamãe quanto do bebê sendo que a formação do paladar ocorre apartir do quarto mês gestacional, ou seja, a criança pode aprender a gostar de açúcar antes mesmo do seu nascimento, devido a freqüência de ingestão pela mãe. É importante lembrar que os dentes do bebê já estarão se formando a partir da sexta semana de gestação e os dentes permanentes entre o quarto e o sexto mês de vida intrauterina. A amamentação natural durante o primeiro ano de vida é fundamental, não só pelo aspecto afetivo e nutricional, como pelo exercício muscular que favorece a respiração nasal e previne muitos problemas de oclusão, ou seja, de mordida.

Durante a gravidez pode ocorrer o crescimento de uma massa indolor, embora sangrante, semelhante a um tumor. Essa lesão é benigna, ou seja, não é câncer e denomina-se granuloma gravídico podendo estar relacionado ao aumento dos níveis hormonais. Na maioria dos casos, a lesão resolve-se espontaneamente após o parto, não necessitando, portanto, de tratamento.

Uma questão que preocupa muito as gestantes é a realização de exames radiográficos. É certo que as radiografias devem ser evitadas, principalmente, durante o primeiro trimestre que, como já explicitado, corresponde à fase da formação do feto. Contudo, havendo real necessidade da realização de procedimento odontológico que requeira o uso de raios X, este deverá ser feito com todas as precauções devidas. É importante salientar que a quantidade de radiação no exame radiográfico odontológico é insuficiente para ocasionar malformações congênitas.

Outro ponto que se faz necessário esclarecer é quanto à utilização de anestésicos locais em gestantes durante o atendimento odontológico. Apesar do medo de muitas pacientes gestantes, a maioria dos anestésicos locais são considerados seguros e não são prejudiciais ao feto, e o mais indicado é a lidocaína, e isto é do conhecimento do profissional que irá prestar o atendimento.

Faz se necessário lembrar sobre a importância da utilização do ácido fólico de preferência iniciando antes da gravidez e mantendo durante a mesma para prevenção de fendas palatinas e lábio leporino. Alguns alimentos constituem fontes importantes dessa vitamina, como espinafre, verduras de folhas escuras, soja, laranja, melão, maçã, brócolis, gema de ovo, fígado e peixes. Porém nenhum deles fornece quantidade suficiente para suprir as necessidades.

A utilização do flúor ainda é um método importante no controle e prevenção da doença cárie, mas atualmente se reconhece sua ação local em período pós-eruptivo dos dentes. O flúor administrado sistemicamente, como o da água de abastecimento público, atua localmente ao passar pela cavidade oral antes de sua deglutição e, posteriormente à sua absorção pelo trato gastrointestinal, ao ser secretado na saliva. Por essa razão, há um entendimento atual de que a prescrição de suplementação de flúor durante o pré-natal é desnecessária para o fim de melhorar a formação da dentição e prevenir a doença cárie.

Diante do exposto, fica evidente a importância e a necessidade do atendimento odontológico no pré-natal, para a prevenção e controle de problemas que podem surgir ou ser agravados durante a gestação.
Fonte: Francieli Caselani
TV Santa Izabel do Oeste
Clima Tempo
Segunda-feira
0 %
0 mm
max. 27°C
min. 12°C
Sol com algumas nuvens. Não chove.
Secretarias
Horários de Atendimento
Segunda a Sexta-feira
7h30 às 11h30 e 13h00 às 17h00
Contato
(46) 3542-1360 (46) 3542-1594
(46) 3542-1291 (46) 3542-1209
contato@prefeiturasio.pr.gov.br
Prefeiturasio.pr.gov.br © 2011-2020. Todos os direitos reservados.